1 de agosto de 2014

Estado intermediário dos mortos.

Local e Data: Igreja Batista Vila Macedo | 31 de Agosto de 2014.
Tema: Estado intermediário.
Texto: Lucas 16.19-31.
Resposta da questão da última quinta: imortalidade no sentido escatológico – é aquela alcançada pela redenção em Cristo, na consumação, incluindo a totalidade da pessoa, corpo e alma (Lucas 20.35,36). Esta imortalidade o homem deixou de ganhar na queda. Mas agora Cristo “destruiu a morte, e trouxe à luz a vida e a imortalidade” (II Timóteo 1.10). Talvez eu tenha me expressado mal e dei a entender que a alma morreria. Mas não foi esse sentido, mas no sentido bíblico de “vida eterna” e “morte eterna”, o homem que não é alcançado pela redenção não ganha a “vida eterna” e caminha a passos largos para a “morte eterna”.
Conceito: Estado intermediário, na doutrina, refere-se à condição dos mortos no período entre a morte física e a ressurreição. Denomina-se estado intermediário porque durante esse tempo o indivíduo ainda não passou pela ressurreição e pelo juízo final, e, portanto, encontra-se sem o corpo e sem as retribuições das obras, os quais acompanharão a existência eterna.
Os mortos estão numa existência consciente: A história do rico e Lázaro (Lucas 16.19-31) nos ensina que as almas dos que morrem estão num estado de existência consciente, quer dizer, aquele que morreu continua a existir numa outra forma, e ele sabe que está existindo e em que condição. Apocalipse 6.9-10 também mostra que as pessoas que não estavam mais vivendo na terra, pois tinham sido assassinadas, estavam vivas e conscientes de sua condição.
Os justos estão na alegria da salvação: Eles estão na presença de Cristo. No Antigo Testamento começa a aparecer a convicção de que o destino do justo é diferente do destino do ímpio depois da morte. Esta convicção é expressa na crença de que o ímpio permanecerá sob o poder do Sheol, enquanto que o justo será liberto desse poder (Salmos 49.14,15; Gênesis 5.24; Salmos 73.24). No Novo Testamento essa ideia é mais clara. A alma do crente, após a morte, passa a estar na presença de Cristo (Lucas 23.43; II Coríntios 5.8; Filemom 1.23).
- Eles estão no paraíso de Deus: O paraíso é identificado como o próprio céu (II Coríntios 12.2-4). Foi lá que Jesus entrou depois da ascensão (Hebreus 9.24).
- Eles estão sendo aperfeiçoados. Hebreus 12.23 se refere aos mortos como os “espíritos dos justos aperfeiçoados”. Paulo declara que Cristo vai “perante ele vos apresentar santos, sem defeito e irrepreensíveis” (Colossenses 1.22).
- Eles estão na alegria das bem-aventuranças: os cristãos estão se alegrando na salvação desde a hora que morrem (Apocalipse 14.13).
Os ímpios estão sob castigo e sofrimento: Eles estão sem a bênção da salvação. Os que morrem sem Cristo levam consigo seus pecados e seus efeitos.
- Eles estão conscientes de sua perdição: Lucas 16.23 nos lembra que os ímpios também têm existência consciente depois da morte. A vida após a morte é uma espécie de colheita dos frutos da semeadura que fazemos nesta existência terrena (Gálatas 6.7,8).
- Eles estão sendo castigados: passagem clara nesse sentido é II Pedro 2.9.
Doutrinas contrárias: Sono da alma; purgatório e limbo.
Ilustração: De um inferno a outro – que terrível é a morte do ímpio, pois se dirige de um inferno a outro. Depois de ter feito de sua vida na terra um inferno, passa para o além e ali encontra outro inferno (SPURGEON), mas Deus se alegra com a morte do justo.

Referências: Bíblia de Genebra; Manual de Teologia Sistemática (Severa); 200 ilustrações (Spurgeon).

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